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Inflamação - Imunidade Adquirida

Órgãos e Tecidos do Sistema Imunológico


Órgãos Linfoides Primários


  • Medula Óssea Vermelha:
Localizada dentro do osso esponjoso. Faz o amadurecimento de Linfócitos B e faz hematopoiese (geração das células sanguíneas).

Células tronco localizadas na medula óssea podem se modificar em vários tipos celulares.
Células totipotentes podem se diferenciar em todos os tipos celulares e viram pluripotentes e depois o precursor linfoide.



Transformam-se em Elementos Figurados do Sangue:
* Glóbulos Vermelhos do Sangue e Plaquetas:
- Hemácias/Eritrócitos
- Plaquetas (viram trombócitos, estimulam a coagulação e tem origem de pedaços do megacariócito)

* Células Brancas do Sangue:
- Monócitos 6%
- Granulócitos (tem grânulos lisossômicos com citocinas):
=== Neutrófilos (Liberam Histamina)
=== Eosinófilos (Citotoxina)
=== Basófilos
- Células Natural Killer
- Linfócitos T e B


Neutrofilia é o aumento no número de neutrófilos. Eosinofilia é o aumento no número de eosinófilos.

Neutropenia é a diminuição do número de neutrófilos. Leucopenia é a diminuição no número de leucócitos, como o estado causado pela Leishmaniose Visceral.



Os Linfócitos T e B só amadurecem em órgãos especializados, que são os órgãos linfoides primários (Timo e Medula Óssea Vermelha).


  • Timo:
Faz a maturação de linfócitos T (São chamados de células timo-dependentes, pois necessitam dele para serem ativados).

O precursor dos linfócitos T que não tinha receptores para antígenos, vai até o timo onde recebe estímulos então ele produz receptores e os exprime.


Esses são receptores para proteínas não próprias.São então estimulados a expressar receptores e a reconhecer proteínas próprias.É apresentado a esse linfócito proteínas próprias e se eles as reconhecerem nos seus receptores de antígenos, ele morre (dentro do timo).

Se não reconhecer sai do timo maduro como linfócito T com receptor TCR (esse receptor depois de ativado reconhece sequências de aminoácidos específicas) (chamado também de T cell Receptor) e com molécula associada/acessória podendo ser a Cd4 ou a Cd8.


* Funções dos Linfócitos T Cd4:

Age somente depois de ativado por um epítopo de MHC II, diferenciando-se em Linfócitos Th.
Então exerce suas funções através de citocinas.

- Faz a ativação de macrófagos (Que passam a ter todas as suas atividades aumentadas)
- Ativação do linfócito T Cd8
- Diferenciação, crescimento e maturação de linfócitos B
- Ativação do Eosinófilo, entre outras.


* Funções dos Linfócitos T Cd8:

Exerce suas funções através de citotoxinas.

- Lise (morte) de células infectadas por micro-organismos de multiplicação citoplasmática.
(Célula NK (natural Killer) também faz isso, mas faz parte da imunidade inata ao contrário dos linfócitos T Cd8, que são altamente específicos e com características de células de memória)

- Lise de células tumorais.

- Lise de células de Aloenxerto (células de transplante).



* Linfócito B:

O precursor do linfócito B é gerado na medula óssea e em outro "setor" é maturado.
O Linfócito B possui receptores de antígenos (as imunoglobulinas), mas só depois de maturados que criam esse fenótipo (como os linfócitos T).

Quando o Linfócito B reconhece o antígeno a imunoglobulina muda e fica específica, são também chamadas de anticorpos quando são liberados, pois depois desse processo de se tornar específicas o linfócito B se diferencia em plasmócito e passa a liberar anticorpos.



O HIV infecta o linfócito T Cd4 e os mata. Assim os macrófagos não são ativados.


Depois da adolescência o timo volta a 1g (se degenera). Até lá ele pode chegar há 68g.



Órgão Linfoides Secundários



- Baço
- Linfonodo (ficam ao longo dos vasos linfáticos, no peritônio há muitos linfonodos)
- Tonsilas (conhecidas antigamente como amígdalas)
- Adenoides (no nariz)
- Placa de Peyer
- Apêndice Vermiforme
- Tecido Linfoide associado aos brônquios e as mucosas.

É nos órgãos linfoides secundários (OLS), o primeiro lugar onde os linfócitos reconhecem micro-organismos/antígenos e lá é onde inicia e se desenvolve a resposta imune adquirida contra os antígenos.

Os antígenos são levados do sangue para o Baço.
Do tecido para os Linfonodos
Da mucosa nasal ou oral para as Tonsilas e Adenoides
Do intestino para o Tecido de Peyer e o Apêndice
Da mucosa brônquica para o Tecido Linfoide Associado dos Brônquios.

No Baço tem macrófagos e células dendríticas (macrófagos diferenciados).


O Baço também tem outras funções além das imunológicas, ele faz a filtração do sangue retirando hemácias danificadas e envelhecidas. Converte hemoglobina em bilirrubina e serve como reserva de elementos hematopoieticos fora da medula óssea.
O maior acesso ao baço é pelo sangue, sendo que a maioria dos linfócitos chegam pela corrente sanguínea, mais do que pelos vasos linfáticos.


Inflamação


Com o início da infecção há a liberação de líquido mais proteínas (O exsudato). Fagócitos também vão para o tecido, então essas células de defesa mais o exsudato no tecido são absorvidos pelos vasos linfáticos.

Fazendo assim com que os macrófagos consigam tirar os antígenos da corrente sanguínea e do tecido, os levando aos vasos linfáticos, indo parar em um Órgão Linfático Secundário.


Leva os antígenos e células de defesa (como os macrófagos) pelos vasos linfáticos até os órgãos linfáticos secundários onde tem linfócitos T e B, macrófagos e células dendríticas.

Os linfócitos T reconhecem o antígeno lá nos OLS e ficam ativos (virando Th) desencadeando todo o inicio da resposta imunológica adquirida. Que no decorrer do processo guardam células como células de memória (característica da imunidade adquirida).




Imunidade Adquirida



A Imunidade Adquirida pode ser dividida em duas:

* Imunidade Celular:
- Mediada por células (Linfócitos T);
- Combate agentes infecciosos intracelulares.

* Imunidade Humoral:
- Mediada por anticorpos (Imunoglobulinas liberadas pelos Linfócitos B);
- Combate agentes infecciosos extracelular e toxinas.





Processo de Reconhecimento de Antígenos nos Órgãos Linfáticos Secundários

As proteínas dos antígenos é digeridas por enzimas dentro dos lisossomos do macrófago, formando peptídeos.


- MHC II: Complexo principal de histocompatibilidade classe II.
Esse complexo leva o peptídio digerido no lisossomo para a membrana plasmática e o expõe para fora, formando o epítopo.

Os Macrófagos, as células dendríticas, os Linfócitos B são chamados de células apresentadoras de antígenos (profissionais), pois produzem MHC II.



O linfócito T Cd4 depende do epítopo no MHC II para ser ativado e da ação da Interleucina-1 produzida pelos macrófagos.
Imunidade Celular



* Funcionamento da Imunidade Adquirida Celular:

Os Linfócitos TCd4 tem receptores nas membranas.
Eles circulam pela corrente sanguínea e saem no local da infecção, podendo ser absorvido pelos vasos linfáticos juntos com antígenos, macrófagos, proteínas e outros leucócitos, chegando até os Órgão Linfoides Secundários.

Quando chegam até lá durante um processo de inflamação, o endotélio muda e os linfócitos ficam retidos nos Órgão Linfoides Secundários.

Os Linfócitos T Cd4 com seus receptores de antígenos expressados no Timo, reconhece o antígeno que também ficou retido nos OLS.

Mas esse processo de reconhecimento ocorre através da apresentação do peptídeo formador do antígeno pelas células apresentadoras de antígenos. Acontece através do epítopo.
Logo que o receptor de antígeno do Linfócito T Cd4 for apresentado ao antígeno pelo epítopo (formado por MHC II e peptídeo do antígeno) e o linfócito sofrer ação da Interleucina-1, eles se tornam ativos e produzem citocinas como a Interleucina-2 que estimula a mitogênese.


- Mitogênese: é o processo de indução da mitose ou de transformação celular, resultando no aumento da população normal de células de um dado tecido. Algumas substâncias são ditas mitógenas por apresentarem a capacidade de induzir a célula a sofrer mitose.



Então esses Linfócitos agora ativados se multiplicam em clones, diferenciados em células chamadas
Linfócitos Th (células T helper). São efetoras, capazes de destruir o agente infeccioso.

Alguns dos Linfócitos T que já tiveram contato com o epítopo (ativados) se tornam Linfócitos T Cd4 de memória, permanecendo no sistema, e poderão agir com muito mais rapidez na produção de Linfócitos Th na próxima inflamação causada pelo mesmo antígeno.

Os Linfócitos Th produzem citocina e morrem depois da infecção.

Os linfócitos só chegam ao local e passam do vaso para o tecido dias depois do início da infecção.
São atraídos ao local por causa de substâncias quimioatraentes.

O primeiro local onde os Linfócitos reconhecem o antígeno é nos OLS, onde é apresentado pelo epítopo do macrófago e a segunda vez ocorre já no tecido, depois do Linfócito já ativado, por macrófagos do local da infecção.



* Existem dois tipos de Linfócitos T Cd4 helper:


- Th 1:
Produzem citocinas como: Interleucina-2 (IL-2, estimulando a grande produção de células T helper - muita multiplicação dos Linfócitos TCd4 - e faz a ativação dos Linfócitos T Cd8) e Interferon gama (TFN-gama, faz a ativação dos macrófagos).

Eles fazem a ativação dos macrófagos e ativação dos Linfócitos T Cd8.
Quando os macrófagos são ativados passam a produzir Interleucina-2 e 12.
A Interleucina 12
faz com que os Linfócitos T Cd4 se diferenciem em células T helper 1 (Th 1).




- Th 2:
Também produz citocinas como Interleucina-4, 5 e 10.



A Interleucina-5 promove a ativação dos eosinófilos.




A Interleucina-2 também faz a ativação dos Linfócitos B que são estimulados a proliferar pela Interleucina-4.


* Ativação do Macrófago:

- Aumento da capacidade fagocítica;
- Aumento da capacidade de apresentação fagocítica;

- Aumento da capacidade de síntese:
Produção de mediadores da inflamação como Prostaglandinas e Leucotrienos.

- Aumento da produção de proteínas do complemento (existem várias, como o C3. Complemento que pode ser ativado pela imunidade inata -via alternativa- ou pelas Imunoglobulinas da imunidade adquirida -via clássica).

- Aumento da produção de citocinas (Interleucina-1, TNF-alfa 'fator de necrose tumoral alfa', IL-2, IL-12)

- Aumento da produção de quimiocina (citocina quimioatraente - atrai fagócitos e Linfócitos)

- Aumento da atividade antimicrobiana: Como aumento na produção de enzimas lisossômicas, de substâncias como H2O/O2-, de óxido nítrico (NO-).


* Funcionamento dos Linfócitos T Cd8:

Depois de ativados pela IL-2 liberada pelos Linfócitos Th 1 (liberada também pelos macrófagos e que serve também para estimular a mitogenese e a diferenciação dos linfócitos B em plasmócitos (que anteriormente sofreram ação da IL-4 para proliferação)), eles se proliferam dentro dos OLS.

Células normais possuem uma organela chamada proteossomo que é muito útil quando são infectadas, pois ele degrada proteoliticamente as proteínas do antígeno que entrar na célula.
O peptídeo restante é solto para o Retículo Endoplasmático Rugoso que tem MHC I (complexo que toda célula nucleada possui).

O peptídeo então se encaixa no MHC I e sai por uma vesícula do RE indo para a membrana ser exposto, formando o epítopo.

Os Linfócitos T Cd8 reconhecem esses epítopos com peptídeos de antígenos específicos e liberam citotoxinas que matam as células.


* Citotoxinas:

- Perforina (Atravessa a membrana plasmática até formar um poro nela, canal hidrofílico na membrana.)

- Granzina (Entra pelo poro na célula e causa apoptose)


Libera Interleucina-10 (os Linfócitos Th 2 também liberam): Inibe os macrófagos, ela suprime a ativação deles, quando o dano que eles irão causar em atividade for muito intenso, incompatível com a vida.



Imunidade Humoral



Mediada por anticorpos. Combate a agentes infecciosos extracelular e toxinas.

Os Linfócitos B são responsáveis pela produção de anticorpos também chamados de imunoglobulinas.

Eles possuem imunoglobulinas na superfície da membrana que servem como receptores para antígenos. Também possuem receptores para Fc de anticorpos e possuem MHC II sendo considerados células apresentadoras de antígenos profissionais.

As principais imunoglobulinas na superfície de linfócitos B circulantes são a IgM (a que mais predomina) e a IgD.




Os Linfócitos B precisam da citocina BCGF para a proliferação e crescimento que é chamada de fator de crescimento B (interleucina-4). Até esse ponto são expressos receptores e imunoglobulinas de superfície que servem como receptores para antígenos.
Transformação de células pré-B em células B imaturas até células B maduras com o contato com o antígeno pelas imunoglobulinas.


Precisa então do fator de diferenciação B chamado de BCDF que proporciona a diferenciação em plasmócito. Depois de passarem pela estimulação antigênica, passam por essa estimulação da citocina BCDF e se diferenciam em células secretoras de anticorpos (ou em células de memória).

Essas citocinas são produzidas pelos Linfócitos T Cd4. (ativados que são os Th 1 e o macrófago também produzem a interleucina-2 para a ativação dos linfócitos B e o Linfócito T CD4 helper 2 produz a interleucina-4 para a proliferação).

Algumas que se proliferam, mas não chegam a se diferenciar, virando células menores que permanecem em repouso, chamadas de células de memória. Processo que provavelmente acontece por receberem menos BCDF.



Os clones de células de memória se expandem e se diferenciam em plasmócitos em contato com antígeno específico novamente.





Imunoglobulina



As imunoglobulinas podem neutralizar substâncias tóxicas como venenos, ou neutralizar bactérias, vírus. Além de fazerem o processo de opsonização de bactérias e vírus encapsulados facilitando a fagocitose.

Elas podem também ocasionar a ativação do Sistema Complemento.






O Sistema Complemento são vários componentes, proteínas e enzimas que ficam em sua grande maioria inativos. Mas quando ativada o início do complemento ocorre uma ativação em cascata resultando em várias proteínas muito importantes para o sistema imunológico.
Os componentes do complemento tem ação enzimática podendo lisar as células, podem ter ação opsônica (como o C3b), ação quimiotática (C5a), ou causar a desgranulação de mastócitos e basófilos liberando histamina.

As imunoglobulinas são divididas em duas partes: Fc e Fab (sítio de ligação do antígeno).




* Tipos de Imunoglobulinas:

Diferem na sequência de aminoácidos.

- IgA: Predominância em secreções de mucosas. Servindo para evitar o acesso de antígenos antes de atingir o sistema imunológico geral.
Eficiente em impedir que vírus penetrem e infectem células.

- IgG: São 70% das imunoglobulinas séricas. Podem atravessar a placenta humana, sendo responsável pela proteção do recém-nascido no primeiro mês de vida.
Promove opsonização de antígenos e ativa o complemento.

- IgE: Responsável pela resposta alérgica, pois sua região Fc se liga com grande afinidade aos seus receptores em mastócitos, desencadeando a liberação de mediadores químicos.
Importante em infecções parasitárias.


- IgM: Principal imunoglobulina presente na superfície de células B. Inicia a cascata do complemento pela via clássica.

- IgD: Parecida com a IgM com diferença de ser um pouco maior, também é muito presente na superfície de células B.



Os antígenos mais imunógenos (que faz ocorrer resposta imunológica com ativação de linfócitos e fabricação de imunoglobulinas) são os proteicos, principalmente glicoproteínas, lipoproteínas, etc.
Mas polissacarídeos também são reconhecidos por células B, só que todas se diferenciam em plasmócitos não gerando células de memória.


O anticorpo liga-se as fímbrias das bactérias não deixando-as aderir a mucosa.

A IgG é considerada uma imunoglobulina monomérica, forma o complexo antígeno-anticorpo, enquanto a IgM é liberada na forma pentamérica ligadas à cadeia J pela parte Fc e promovem aglutinação.
As duas desencadeiam o início do complemento, se ligando a proteína C1 para iniciar a ativação do complemento.
A C1 é uma proteína formada por outras três que se juntam na presença de cálcio, a IgG e a IgM se ligam a parte C1q ocorrendo a ativação.

Inflamação - Imunidade Inata


Inflamação



Durante uma inflamação o primeiro fagócito a chegar ao local e agir são os neutrófilos (possuem a característica de serem polimorfo nucleado enquanto os macrófagos são mono nucleados), mas os neutrófilos morrem após completar o ciclo de fagocitose, formando o pus.
Os antígenos fagocitados são digeridos por enzimas lisossômicas.


Sinais da inflamação:

- Tumor (edema): Ocorre inchaço.

- Rubor: Vermelhidão, pelo aumento de calor e de sangue passando pelo local.

- Calor

- Dor

Esses sinais ocorrem pela liberação de moléculas da inflamação também chamadas de mediadores da inflamação que são produzidas, ativadas e liberadas, atuam na microcirculação próxima a lesão. Capilares, que são ramificados das arteríolas e das vênulas.



Funcionamento:

O sangue tem moléculas com atividade antimicrobiana, proteínas do sistema complementar, hemácias e plaquetas.
Entre eles existem também leucócitos como os monócitos e neutrófilos.

Os mediadores da inflamação atuam no vaso promovendo a dilatação e aumentando a permeabilidade vascular, deixando as células e proteínas com atividade antimicrobiana sair do vaso para o tecido lesado, ou onde encontra-se o antígeno.
Esse líquido que sai para os tecidos é chamado de exsudato e o processo de exsudação;

Isso faz ocorrer o inchaço, pois acumula líquido no tecido.

Esse líquido impede a retirada de calor pelo fluxo sanguíneo, aumentando a temperatura do local.
O calor também é consequência da grande atividade metabólica, pois passa-se a ter muita síntese e quebra de substâncias.

Então o aumento da temperatura junto com o já excesso de sangue passando devido a dilatação do vaso, causa a vermelhidão.

A passagem do líquido também pode fazer com que receptores de dor sejam comprimidos, ocorrendo dor ou hipersensibilização. Além de que alguns mediadores da inflamação são álgicos, causando dor.



Quando o monócito passa para o tecido ele se modifica e se transforma em macrófago.
Os macrófagos não só fagocitam os antígenos, mas também fazem a limpeza fagocitando tecido lesado e neutrófilos mortos.

Basófilos (tem núcleo segmentado), eosinófilos, natural-killer são também exemplos de leucócitos.

Exsudato com muitos neutrófilos mortos é chamado de exsudato purulento.



Mediadores da Inflamação


Muitos desses mediadores podem ser derivados de células. Como os mastócitos (células do tecido conjuntivo) que possuem grânulos/vesículas em seu citoplasma, abundantes em histamina.

A histamina causa:
- Vasodilatação
- Aumento da permeabilidade vascular
- Causa dor (álgico).

As plaquetas também liberam mediadores, são ativadas por colágeno (pela reconstrução do tecido) e liberam serotonina e histamina.

A bradicinina também é um tipo de mediador químico. É o produto final da cascata de cinina e é um nonapeptídeo.

Causa vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e dor.
Além de ativar a fosfolipase A2.




* Mediadores derivados do ácido araquidônico:

Fosfolipídio (contendo o ácido linoleico, o omega 6, um ácido graxo polinsaturado, não produzido pelo ser humano e encontrado em vegetais) é clivado pela enzima fosfolipase A2 virando ácido araquidônico.

  • Se o ácido araquidônico passar pela enzima ciclo-oxigenase (COX) se transforma em prostaglandina, um mediador da inflamação que analgésicos inibem sua produção.

- Prostaglandina:
Causa hiperalgesia e vasodilatação.

Somente os mastócitos produzem, os basófilos não. Os mastócitos do tecido conjuntivo geram principalmente prostaglandinas, induzindo a respostas mais prolongadas de edemas e eritema (rubor).
Medeia também a passagem de neutrófilos para a pele e aumenta a quimiotaxia (quimioatração).
  • Se o ácido araquidônico passar pela enzima lipo-oxigenase é transformado em leucotrienos.

- Leucotrienos:
Aumentam a permeabilidade do vaso (causando reações edematosas na pele) e são quimioatraente, ativa o vaso atraindo células, fagócitos para o local da lesão.
(muito potente na atração de neutrófilos como também o Fator Ativador de Plaquetas é e o C5a).
São encontrados principalmente em grânulos de mastócitos da mucosa.


Os leucotrienos e as prostaglandinas são mais potente que a histamina em suas ações sendo importante causador das disfunções alérgicas.


Mastócitos


Os mastócitos possuem uma protease neutra chamada de protease tríptica que cliva a glicoproteína C3 presente no sangue que faz parte do sistema complemento em C3a e C3b, mas essa protease não tem efeito sobre a C5, ate porque o sistema complemento age por cascata.

C3 e C5 são proteínas do sistema complemento.

A proteína C3, pode ser quebrada em C3b e C3a.

Função da C3a: Pode ativar basófilos e mastócitos induzindo-os a desgranulação o que resulta em maior permeabilidade vascular e contração das células musculares lisas, fatores que podem levar a anafilaxia (reação alérgica sistêmica)

Função da C3b: Opsonina (facilitação da fagocitose). Principalmente em micro-organismos capsulados onde a cápsula proporciona a eles escape da fagocitose.

Cápsula feita de carboidratos liga-se ao C3b e os receptores de fagocitose dos macrófagos se ligam ao C3b, podendo assim fagocitar.


Função da C5a: Substância quimioatraente para fagócitos. Também pode ter ação anafilatóxica.


* Via Alternativa: Não precisa de anticorpos para funcionar, faz parte da imunidade inata.
Ocorre pela ligação de C3b aos polissacarídeos da superfície microbiana, facilitando assim a fagocitose pelos macrófagos.

* Via Clássica: Acontece na presença de linfócitos e anticorpos, faz parte da imunidade adquirida.
Ocorre a formação do complexo antígeno-anticorpo, que também serve para facilitar a fagocitose pelo macrófago (não deixando o antígeno escapar, ou "escorregar" da fagocitose).
Essa via começa depois de uns dois dias de infecção.




Os mastócitos podem ser encontrados em mucosas, incluindo a mucosa e submucosa gastrointestinal, no pulmão e pele.
Causam reações alérgicas.
Os basófilos ao contrário dos mastócitos ficam circulando no sangue.



Macrófagos

São fagócitos de vida longa e mononucleados.
Produzem citocinas que estimulam o crescimento de células epiteliais vasculares.

São estimulados por substâncias como o LPS (lipopolissacarídeo), liberados por bactérias, então produzem citocinas, como a Interleucina 1 (IL-1) que causa febre. Ela percorre o sangue e para no hipotálamo, onde estimula também a produção de prostaglandina.
Essa IL-1 ativa linfócitos T e estimula a hematopoiese (formação de células sanguíneas)

Também produz a citocina TNF-alfa, chamada de fator de necrose tumoral alfa, induz a fabricação de citocinas e causa a morte apoptótica de células, pois induz a necrose hemorrágica em certos tumores. Também proporciona proliferação celular, diferenciação, entre outros.
Essa citocina causa os sintomas de infecção como falta de apetite, cansaço.
Também atua no fígado, estimulando a produzir proteína C reativa. Um fator que determina infecção é o grande aumento dessa proteína (no início da infecção).


A prostaglandina causa o aumento da temperatura corporal no hipotálamo, causando febre, pois o aumento da temperatura faz o desenvolvimento dos micro-organismos cair (principalmente de vírus e algumas bactérias).
Temperatura de 37 graus C a 38,5 eh protetora.

A Dipirona atua no hipotálamo impedindo a produção de prostaglandina.

As prostaglandinas e leucotrienos também podem ser produzidos pelos macrófagos.



Macrófagos do tecido conjuntivo também são chamados de Histiócitos.

Possui receptor de Fc para IgG.

Natural Killer (célula NK)

São 5% dos leucócitos no sangue.
Quando tiver células infectadas, a célula NK identifica e mata por ação citotóxica.

São ativadas por Interferon alfa e beta, que são produzidos por leucócitos ou células infectadas por vírus.
Essas citocinas também ajudam na defesa dificultando o acesso de vírus às células, aumentam a resistência delas à microrganismos.

As células NK não são específicas, já que não matam um único tipo específico de antígeno.


Funções:
- Lise (morte) de células infectadas por micro-organismos de multiplicação intracelular.

- Lise (morte) de células tumorais.


Pode ter seu efeito aumentado sobre a ação de Interleucina-2 (liberada por Th 1, célula da imunidade adquirida), faz com que ela então consigam atacar células de tumores sólidos que eram até então insensíveis à NK.
Possuem também receptores de Fc de IgG, que quando se ligam podem matar bactérias, células tumorais e infectadas com mais facilidade.



Eosinófilo

São encontrados principalmente nas mucosas e tecidos, na circulação é encontrado em pequena quantidade, pois só vão para a circulação de passagem.

Possuem muitos grânulos,
núcleo bilobado e produz citotoxinas.

Função:
- Resposta imune contra vermes - helmintos (metaprotozoários, reação que não ocorre com intensidade contra protozoários).

- Reações de hipersensibilidade imediata (alergia, principalmente asma).

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* Fator Ativador de Plaquetas (PAF): As plaquetas também são ativadas por colágeno, que
é liberado para a reconstituição dos tecidos e quando ativadas há liberação dos seus grânulos plaquetários que contem histamina e serotonina.
O fator ativador de plaquetas também
é uma citocina e ele é quimiotático a eosinófilos e induz a desgranulação das plaquetas e de neutrófilos.

Além de ter efeito sobre elas promovendo a agregação das plaquetas juntas.

Ciclo Menstrual

Imunologia


  • Imunógeno: São substancias químicas capazes de induzir resposta imune adaptativa, tanto celular e/ou humoral (sem ou com a presença de anticorpos).


  • Antígeno: Molécula que pode ser reconhecida pelos mediadores da resposta imune inata e/ou adaptativa.


Todo imunógeno é um antígeno, mas nem todo antígeno é um imunógeno.

Pois existem certos tipos de antígenos que não são imunógenos, que até reagem com certos componentes da imunidade adquirida, como anticorpos, mas não são capazes de estimular sua produção. (Têm baixo poder imunogênico)


Uma molécula é um único imunógeno, mas uma bactéria, por exemplo, pode possuir vários imunógenos na sua estrutura capazes de desencadear várias respostas imunes em particular (criação de células de ataque específico àquela molécula).

Os imunógenos mais potentes são normalmente proteínas e que geralmente estão ligadas a alguma outra coisa, como as lipoproteínas, glicoproteínas, nucleoproteínas. Por mais que alguns tipos de carboidratos puros podem ser responsáveis por desencadear a resposta imune também.


Divisão do
Sistema Imunológico



*Imunidade Inata ou Natural:

- Pele e mucosa: Possuem secreções.
- Fagócitos: Podem ser encontrados no sangue ou nos tecidos, fagocitam antígenos. Monócitos/macrófagos/neutrófilos.


*Imunidade Adquirida ou Adaptativa:

- Linfócitos T: Fazem parte da imunidade celular.
- Linfócitos B: Fazem parte da imunidade humoral (com participação de anticorpos).
Função dos linfócitos B: Produção de Anticorpos.


Criação de células de memória, o que faz a defesa à segunda infecção ser milhares de vezes mais rápida.



Imunidade Inata



Um imunógeno para causar qualquer reação ele precisa primeiramente passar pelas barreiras de defesa físicas do corpo.


* Pele:
Primeira barreira física e mecânica.

Possui moléculas com atividade antibacteriana nas secreção produzida pelas:
- Glândulas sebáceas, o sebo que possui ácido graxo.
- Glândulas sudoríparas, o suor que possui ácido lático.
São secreções que ainda possuem enzimas como a lisozima, que digere a parede de peptídeoglicano levando as bactérias à morte por lise osmótica.

PH da pele impróprio para o crescimento bacteriano, pH ácido por volta de 5,5 podendo chegar a 3. Bactérias em sua maioria crescem com pH por volta de 7.

Pressão osmótica elevada, já que a pele é salgada.
E possui ação de remoção mecânica de micro-organismos já que ocorre descamação e lavagem produzida pelo suor, que "carrega" os micro-organismos.

Possui Microbiota normal: É uma flora nativa de bactérias e fungos residentes que competem com micro-organismos patogênicos por espaço e nutrientes. Também encontrada no intestino e vagina.


* Mucosa:

Formada por células não queratinizadas, possuem muco funcionando como barreira física.
Os vírus por exemplo só se multiplicam dentro de células e entre o vírus e as células da mucosa existe o muco (o vírus da gripe tem uma enzima, a "neuraminidase" que permite à ele passar pelo muco).
Serve como "cola" para os micro-organismos.


* Trato Respiratório:

Possui vibrícias (pelos do nariz), que estão recobertos de muco.

No ar é encontrado perdigotos (gotículas que contem esporos - bactérias e de fungos).
Quando o ar que respiramos chega na carina, ele se bifurca e é lançado na parede dos brônquios, onde contém cílios cobertos com muco (sistema chamado de sistema muco ciliar), onde grudam os perdigotos e os agentes infecciosos.

O sistema muco ciliar faz a limpeza das vias respiratórias levando o muco (que contém moléculas com atividade antimicrobiana como a lisozima), para cima, chegando na laringe onde grande parte dele é engolido indo para o sistema digestório.

O H2S, o CO, são tóxicos para as células ciliadas (epitélio respiratório - tecido epitelial pseudoestratificado colunar ciliado com células caliciformes produtoras de muco), fazendo com que elas sejam substituídas por um tecido mais resistente como um epitélio estratificado pavimentoso, mas que não possui cílios, consequentemente não faz limpeza, deixando os agentes infecciosos chegarem nos alvéolos, podendo assim causar doenças como pneumonia.

Tosse faz parte da imunidade inata, ajudando na limpeza da via respiratória, colocando o alérgico para fora. O espirro também, quando o espirro é segurado pode empurrar o antígeno da via respiratória para a via auditiva, para o meato acústico da tuba auditiva.

Rinorreia = Coriza.

Microbiota normal: É encontrada competindo por espaço e nutrientes nas fossas nasais, nasofaringe (não na faringe), brônquios.


* Digestório:

- Na cavidade oral é encontrado muco/saliva com várias moléculas de atividade antimicrobiana, entre elas a lisozima, que faz parte das enzimas digestivas da saliva.
Possui microbiota normal.

A salivação faz parte da imunidade inata como remoção mecânica, já que faz a "lavagem" da boca, levando os micro-organismos para o estomago onde serão digeridos e excretados.

A diminuição da salivação prejudica a imunidade inata e pode ocorrer por:
- Ansiedade,
- Uso de antidepressivos,
- Desidratação,
- Por respirar pela boca, entre outros;
Como a caxumba que pode deixar como sequela a atrofia das glândulas salivares e radioterapia.


Xerostomia = Boca Seca.

A diminuição da salivação, faz ocorrer um aumento dos micro-organismos, consequentemente um aumento da incidência de carie dental, candidíase oral (sapinho), de halitose, etc.


- Estomago:

Imunidade Inata: Muco, suco gástrico (possui enzimas digestivas), HCL (pH 1,8 a 2,0)

O uso de antiácidos pode comprometer a acidose natural do estomago, comprometendo a sua imunidade natural contra micro-organismos. Deixam o pH de 4 a 6.

Alimentos gordurosos facilitam a passagem de micro-organismos pelo suco gástrico, pois no estomago não há grande digestão de lipídeos.

- Intestino:

Possui muco com lisozimas e sais biliares (os sais danificam a membrana plasmática de bactérias e envelope de vírus).

Possui o pH 9,0 para neutralizar o pH 2 do suco gástrico.

Possui microbiota normal.

As fezes são formadas de 2/3 de água, o 1/3 restante é formado de 30% de bactérias.

Possui também peristaltismo que mantem os micro-organismos em movimento e faz ocorrer a defecação.
O peristaltismo também ajuda a não acumular de fezes, pois se acumular, acumula micro-organismos e eles que faziam parte da microbiota normal e eram benéficos podem se tornar prejudiciais.


* Vagina:

Possui muco. Possui microbiota normal, onde estão presentes Bacilos de Doderlein - Lactobacilos, eles fazem a competição por espaço e nutrientes e também a manutenção do pH.

Acumulo de glicogênio no epitélio da vagina causada pelos hormônios estrogênicos.
O glicogênio é hidrolisado em glicose proporcionando aos Lactobacilos que seja feita a fermentação láctica, produzindo acido láctico, abaixando o pH (3,8 a 4,5).
PH 4 é o pH normal.

Essa acidose dificulta o desenvolvimento de bactérias, pois em sua maioria são neutrófilas, como a bacteria Neisseria gonorrhoeae que é o agente etiológico da gonorreia, tem seu crescimento no pH 6,5 a 7,5 sendo que seu crescimento fica comprometido em 4,0.


O uso de antibióticos, uso de calcas muito justas (acumulo de calor, deixa muito quente) podem diminuir o número de Lactobacilos e o uso de anticoncepcionais interfere na quantidade de glicogênio disponível.
São fatores que prejudicam a imunidade natural.


* Micção:

Protege de infecções por remoção mecânica.

Cardiologia e Pressão Arterial


Ciclo Cardíaco


É o período que envolve o início do batimento cardíaco, até o início do próximo batimento.Envolve uma sistole atrial e uma diástole ventricular, seguidos de uma sistole ventricular e uma diástole atrial.
Sistole = Contração
Diástole = Relaxamento

Quando as valvas atrioventriculares abrem, 75% do sangue flui de forma contínua para os ventrículos, 25% depende da contração atrial.

Para relembrar: A veia pulmonar leva sangue oxigenado para o átrio esquerdo, que sai pelo ventrículo esquerdo pela artéria aorta para todo o organismo. 
A veia cava leva sangue rico em gás carbônico (CO2) para o átrio direito que sai para os pulmões pelo ventrículo direito pelo tronco pulmonar (sai pelo tronco pulmonar até as artérias pulmonares, o tronco se bifurca em artéria pulmonar esquerda e direita).

* Contração dos Ventrículos:
Inicialmente há uma contração isovolumétrica (mantém o volume), que aumenta somente a pressão dentro da câmara ventricular e estende as cordas tendíneas mantendo as valvas atrioventriculares fechadas para poder haver uma contração dos ventrículos sem vazamentos (sangue do ventrículo voltar para o átrio).

Depois, é o período de ejeção mesmo. Ocorre sistole ventricular.
A pressão do sangue dentro do ventrículo ultrapassa 80 mmHg, fazendo com que seja mais fácil o sangue ir para um lugar com pressão menor, que são as artérias que normalmente tem a pressão 80 mmHg.
 
Essa pressão dentro do ventrículo faz abrir as valvas semilunares, 70% do sangue sai rapidamente.

O próximo é o período de relaxamento.
Quando o ventrículo vai relaxando, a pressão dentro diminui e volta a ficar baixa.

O sangue tenderia a voltar, pois nas artérias a pressão fica por volta de 120 mmHg, mas a valva semilunar se enche de sangue, barrando a volta para dentro do ventrículo.
 
Mantendo-se fechadas até a próxima contração ventricular e chegar sangue de dentro empurrando para ela abrir.

* Bulhas Cardíacas:
A primeira bulha é o primeiro barulho que se ouve na ausculta cardíaca, com estetoscópio ou quando se está aferindo a pressão.

O fechamento da valva atrioventricular é o evento responsável pelo surgimento dessa primeira bulha.
 
Ocorre pela contração dos músculos papilares tensionando as cordas tendíneas das valvas atrioventriculares, durante a contração isovolumétrica dos ventrículos.
A segunda bulha é o segundo barulho que surge pelo fechamento (e "enchimento") das valvas semilunares (impedindo o sangue de voltar aos ventrículos).
 
* Debito Cardíaco:
É a quantidade de sangue que sai do coração por minuto.
 
* Retorno Venoso:
É a quantidade de sangue que entra no coração, nos átrios, por minuto.
 
* Mecanismo de Frank-Starling:
É um mecanismo de adaptação fisiológico.
Quando há um aumento da pré-carga, ou seja, da quantidade de sangue querendo entrar no coração.
O que pode ser chamado também de aumento do retorno venoso.

Faz aumentar o estiramento das fibras cardíacas.

Isso faz com que haja, consequentemente, um aumento também da pós-carga, aumento do débito cardíaco e havendo então necessidade de ter aumento da contração da fibra (podendo levar a hipertrofia).
 

Existe um mecanismo de adaptação parecido, mas patológico onde pessoas com pressão alta tendem a ter um esforço muito maior do músculo do coração para bombear o sangue pelas artérias e por ser um efeito constante o músculo do coração aumenta de massa, hipertrofia, fica musculoso, o que pode ocasionar uma diminuição da câmara cardíaca.
Na doença de Chagas pode ocasionar cardiomegalia, mas pelo excesso de amastigotas.

Havendo então diminuição das câmaras cardíacas, diminui a pós-carga, o que acaba tendo pouco sangue sendo bombeado (débito cardíaco).


Hipertrofia e distendibilidade de fibras do miocárdio só ocorre no ventrículo, pois o átrio não possui miocárdio.


- Pré-carga é o volume de sangue que entra no ventrículo ocasionado pelo estiramento das fibras musculares.


- Pós-carga é a resistência produzida pela circulação ao sangue nas câmaras cardíacas (ventrículos) quando elas se contraem, indicando a quantidade de sangue que vai sair do ventrículo a cada bombeamento. 

Se a pós-carga aumenta, aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial, debito cardíaco e todo o resto.
Isso tem que ocorrer (o aumento da frequência) para que haja também aumento da pré-carga, porque se não a pressão dentro das câmaras ficará menor do que nas artérias.
Sendo então que com pressão 60 por 80 a pessoa morre.


* Complexo Estimulante do Coração:

O coração possui células musculares alteradas, com capacidade de produzir potencial de ação.

Esses estímulos são passados de uma fibra para outra através dos discos intercalares.

Por mais que seja autoexcitável a ação do coração (controlando a frequência cardíaca) pode ser e é muito influenciada pelo sistema nervoso central, podendo receber estimulações de neurônios do sistema nervoso simpático e parassimpático através de sinapses químicas com participação de neurotransmissores acionando receptores.
 

O nodo sinusal/sinoatrial é onde o impulso surge, é uma condução elétrica feita pelo coração que passa pelos discos intercalares que funcionam como sinapses elétricas, que são sinapses que ocorrem através de junções comunicantes. 
Esse estímulo quando surge não se espalha de uma vez por todo o coração, pois assim ele todo se contrairia ao mesmo tempo.

Então o nó sinoatrial fica na parte posterior do átrio direito e o estímulo elétrico passa por uma via, chamada de via internodal que leva o estímulo passando pelos átrios até o nó atrioventricular. 
Portanto é o átrio direito que bate/contrai primeiro, mas uma diferença de milésimos de segundos, 5 milésimos, entre os átrios.
 
O estímulo só pode chegar nos ventrículos quando o átrio começar a relaxar, por isso existe/ocorre um evento, o retardo do estímulo, onde ele da uma volta ou duas pelo nó atrioventricular antes de seguir para os ventrículos. Depois o estímulo elétrico desce pelo septo interventricular, passando pelo chamado feixe de His, contraindo o miocárdio do septo, que é responsável pela contração isovolumétrica (mantem o mesmo volume nos ventrículos) dos ventrículos que é a primeira parte da contração ventricular.

Depois de passar pelo septo, chega às fibras de Purkinje no ápice do coração que é a via que faz os ventrículos se contraírem.

 
Marcapasso: Coloca a frequência cardíaca em uma certa quantidade de batidas por minutos, 60 batidas por minuto por exemplo.
Ele cria o estímulo para o coração no lugar do nó sinoatrial. 

Mas as batidas não vão se adaptar caso haja necessidade de bater mais rápido para algum exercício diferente (o que acontece com pessoas sem marcapasso por estímulo do sistema nervoso em um momento de grande atividade ou o inverso em momento de repouso). 

* Regulação da Pressão Arterial:
Através de reflexo Barorreceptor (sistema de controle dos barorreceptores arteriais).
São receptores de estiramentos, com terminais tipo "buquê".

Presente em artérias
sistêmicas, no seio carotídeo (nas artérias carótidas), no arco da aorta e funcionam como feedback negativo.

Se a pressão aumentar, estimulam a parte do sistema nervoso autônomo que a faça diminuir (parassimpático).
Se a pressão diminuir, estimulam a parte do sistema nervoso autônomo que a faça aumentar (simpático).



Reflexo Iniciado
Pelos Barorreceptores

 
PA = RVP x DC

Para modificar a pressão arterial os dois fatores que importam que sejam influenciados são: 
A Resistência Vascular Periférica, que e a resistência que as paredes dos vasos exercem sobre o sangue (vasos que fazem vasodilatação e vasoconstrição que são somente as arteríolas) e o outro fator e aumento ou diminuição do Debito Cardíaco, que pode ser influenciado por aumento da frequência cardíaca e contração das fibras do coração.
 
Exemplos do feedback negativo:

Quando há aumento da pressão arterial, os barorreceptores fazem:
 
- Inibição do centro vasoconstritor;
- Estimulam o centro parassimpático, ocasionando: 

* O parassimpático faz ocorrer:

- Vasodilatação, que abaixa a resistência vascular periférica. 
- Efeitos sobre o coração: Abaixa a frequência cardíaca e a força de contração.
- Consequente diminuição do débito cardíaco.



 
Quando há diminuição da pressão arterial, os barorreceptores captam e fazem:
- Inibição do parassimpático,
- Estimula o centro simpático, ocasionando o efeito oposto:
 

* O simpático faz ocorrer:

- Alta frequência e força de contração cardíaca.
- Consequente aumento do debito cardíaco.

- Vasoconstrição, aumento da resistência vascular periférica.
A ação dos barorreceptores na regulação da pressão arterial é imediata.

A longo prazo tem efeito pequeno ou nenhum.

Se aumenta o volume do sangue, aumenta a pressão.



Pressão Arterial



* Pressão normal: 120/80 milímetros de mercúrio (mmHg). 

120 é a pressão durante a sistole (quando o coração empurra mais sangue pela aorta por exemplo. Pressão que se exerce sobre o sangue na câmara ventricular quando as fibras se contraem),
e 80 é a pressão durante a diástole (pressão do sangue na artéria durante o período de relaxamento, enquanto está havendo a sistole atrial).
 

O 120 da sistole é porque para o sangue novo passar e empurrar o sangue pelas artérias ele precisa exceder a pressão que fica durante a diástole (exceder a pressão que estava lá na artéria, que era 80).

Considerado hipotensão: pressão fica por volta de 90/60.
Hipertensão 280/160, casos avançados.

 
O receptor que capta estímulos da pressão sanguínea são os terminais nervosos dos barorreceptores que ficam nas artérias.
As arteríolas não possuem barorreceptores, elas fazem vasoconstrição e vasodilatação.
 
Carótida interna leva sangue para o cérebro, é uma artéria por isso possui barorreceptores.
Tem seio carótido com barorreceptor que regula a pressão para o sangue chegar ao cérebro.

O barorreceptor leva informação para o sistema nervoso autônomo:
Estimulando o parassimpático ou o simpático a agir.




Sistema Nervoso Simpático


O Simpático, chamado de sistema para luta ou fuga.
Libera neurotransmissor noradrenalina.


São neurotransmissores que causam:


- Aumento da frequência cardíaca,

- Aumento da força de contração (do bombeamento do coração),

- Aumento portanto do débito cardíaco (quantidade de sangue que sai do coração a cada batida),

- Aumento do retorno venoso (fica sendo necessário maior entrada de sangue no coração),

- Aumento da resistência vascular periférica (com mais sangue passando pelos vasos, a resistência das paredes dos vasos fica maior -mais sangue forçando contra as paredes, fica mais apertado-),

- Estimulam a ocorrência de vasoconstrição (para o sangue correr mais rápido pelo corpo),

- Aumentando assim a pressão arterial,

- Faz ocorrer também dilatação dos brônquios (pois é necessária maior quantidade de oxigênio, o sangue está se movendo rápido e distribuindo então oxigênio muito rapidamente -necessitando apresar a entrada e saída dos gases-),

- Não causa efeito no estômago, nem em glândulas. Dilata a pupila (estado de alerta).

 
Região torácica da medula espinal sai um neurônio, o pré-ganglionar, primeiro neurônio desse sistema que também é o neurônio pequeno do sistema nervoso simpático (axônio menor do que o do segundo neurônio), o axônio dele se estende até o receptor nos dendritos do próximo neurônio.

O segundo neurônio do sistema nervoso simpático tem seu corpo celular formando um gânglio (junção de corpos celulares de neurônios) junto de outros neurônios.
Esse impulso irá continuar seguindo de acordo com o corpo celular de qual neurônio (que leva a determinado órgão o impulso) o primeiro neurônio do sistema nervoso autônomo simpático interagir. 

Ocorrendo uma sinapse química (transmissão de neurotransmissores -do axônio de um ao dendrito de outro- que informam o tipo de impulso que deve prosseguir, para estimular o devido órgão ao qual esse neurônio vai).

Nessa primeira sinapse então, o receptor é o nicotínico (que fica nos dendritos desse segundo neurônio) e o neurotransmissor é a acetilcolina (liberada pelo axônio do primeiro neurônio).

O segundo neurônio que seu axônio parte do gânglio é o neurônio grande do sistema nervoso simpático (com axônio mais longo que o do primeiro neurônio), chamado de neurônio pós-ganglionar.

Seu axônio vai até receptores em músculos ou glândulas.
Nessa segunda sinapse é liberado o neurotransmissor noradrenalina (pela ponta do axônio desse segundo neurônio) e os receptores são o alfa 1, alfa 2 ou beta 1, 2 (que ficam nas células dos órgãos -músculos e glândulas-).





Sistema Nervoso Parassimpático


Parassimpático, considerado sistema para relaxar e digerir. 
Libera como neurotransmissor a acetilcolina.

- Faz a diminuição da frequência cardíaca,

- Diminuição da força de contração,

- Consequente diminuição do débito cardíaco (por causa do menor bombeamento),

- Diminuição do retorno venoso (pela diminuição da frequência cardíaca),

- Diminuição da resistência vascular periférica (pois há diminuição da quantidade de sangue circulando -sendo bombeado- e também por causa da vasodilatação de arteríolas),

- Faz vasodilatação,

- Diminuindo então a pressão sanguínea,

- Causa constrição brônquica (não há necessidade de muita entrada de gases),

- Aumenta o peristaltismo do estomago e a produção de HCl, estimula glândulas a produzir muco, contrai a pupila, faz contração da bexiga urinária.

Os neurônios que levam estímulos do parassimpático saem da região crânio-sacral da medula espinal.

O primeiro neurônio, o pré-ganglionar é o neurônio grande (longo axônio, maior do que o do segundo neurônio do sistema autônomo parassimpático) a sinapse é formada pelo receptor nicotínico e neurotransmissor liberado pelo primeiro neurônio nessa sinapse é a acetilcolina.

O neurônio que parte daquele gânglio (onde ocorre a sinapse), o pós-ganglionar é o neurônio pequeno do sistema nervoso autônomo parassimpático, leva o estímulo até um músculo ou uma glândula.

O axônio desse segundo neurônio se estende até o devido órgão que irá estimular.
Essa segunda sinapse do sistema nervoso autônomo parassimpático é formada pelo receptor muscarínico e liberado o neurotransmissor acetilcolina.




Hipotálamo


- O hipotálamo faz a manutenção do equilíbrio hídrico, através dos osmorreceptores.
- Faz a regulação da temperatura corporal.
A temperatura normal do corpo é 37 graus Celsius.
 
* Quando é necessária perda de calor:
Estimula a transferência de calor, pela circulação.

Ocorre vasodilatação e transpiração.

* Quando é necessário ganho de calor/segurar o calor:
Ocorre vasoconstrição.

Ocorrência de calafrios  - mantem os pelos em pé, fazendo o ar frio ficar mais distante do corpo. 


Liberação de hormônios - que promovem a concentração de sal. 

Sal age no hipotálamo dando sensação de sede, fazendo ocorrer ingestão de água. 

O hipotálamo estimula também a liberação de ADH (hormônio antidiurético, produzido pelo hipotálamo e armazenado na neuro-hipófise) também chamado de vasopressina, pois é um potente vasoconstritor e aumenta a reabsorção de água pelos túbulos renais (Estimula a abertura dos canais de aquaporinas dos túbulos contorcidos distais dos néfrons), concentrando e reduzindo o volume da urina.



Regulação da Pressão Arterial
a Longo Prazo



Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona

* Renina: Enzima liberada pelas células justa glomerulares (produzem e armazenam a renina na forma de pró-renina, forma inativa, zimogênio) das arteríolas aferentes (por onde entra sangue no rim) glomerulares (fica na entrada para os glomérulos no rim).
Quando a pressão arterial abaixa é liberado mais renina por essas células.

A renina fica na corrente sanguínea e atua sobre o angiotensinogênio (uma proteína de origem principalmente hepática, que fica circulando no sangue) convertendo-o em angiotensina I (quebrando o angiotensinogênio, separando-o em um fragmento de dez aminoácidos que é a angiotensina I).

 
* Angiotensina I: Peptídeo. É um leve vasoconstritor.
Sobre a ação da enzima ECA (enzima convertedora de angiotensina, fica no pulmão) é convertido em angiotensina II.
Medicamentos para abaixar a pressão, como o captopril, inibem a ECA.
 
* Angiotensina II: Peptídeo. Faz potente vasoconstrição.

Promove retenção de sal e água pelo rim.
Pois age no túbulo contornado distal onde fará com que haja reabsorção de sódio e água.

Estimula a suprarrenal a produzir aldosterona (hormônio corticoide, chamado de mineralocorticoide, pois reage com minerais -produzido pelo córtex da suprarrenal-).

* Aldosterona: Hormônio. Aumenta a reabsorção de sódio pelos túbulos renais (na parte sensível a ação hormonal dos túbulos -como os túbulos contornados distais- onde passa a ter reabsorção ativa de sódio de volta para o sangue).

A água então acaba por seguir o gradiente, passando de volta por reabsorção passiva.

Diuréticos não deixam o rim reter sal e água, como o furosemida.

Aumentam a excreção de sódio e potássio, podendo acabar liberando potássio demais, pode causar problemas para cardiopatas, pois o coração necessita do potássio para contrair.
Falta de potássio também dá câimbra.
 
Além de que diuréticos deixam os componentes da urina muito diluídos.


Quando uma pessoa está relaxada, a pressão sanguínea dela estará baixa (pois não tem necessidade de estar diferente), mas se ela precisar levantar de uma vez e passar a um estado de alerta (ou um estado de luta ou fuga), a pressão sanguínea tem que aumentar muito rapidamente, passar de um estado ao outro de imediato.
Então quem faz esse processo rápido de aumento de pressão são os barorreceptores.

Mas em um estado de alerta prolongado ou de repouso quem regula a pressão é o sistema renina-angiotensina-aldosterona.